70 mil sobreviventes

A cada like que recebemos um novo sobrevivente entra em nosso grupo. Nosso acampamento já abriga mais de 70 mil pessoas (CHUPA WOODBURY). Agradecemos de coração cada um de vocês, velhos e novos seguidores de Planeta Morto. A interação de vocês com a gente é o animo que temos para produzir sempre melhores capítulos, por mais demorados que sejam (sim, é chato esperar, mas não temos jeito) e trazer conteúdos originais e principalmente mostrar que o Brasil pode sobreviver, SIM, ao apocalipse zumbi

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História especial de fim de ano – 2013

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PAPAI CRUEL

Sempre que lhe perguntavam o motivo que o fazia aceitar encarnar o bom velhinho no fim de cada ano, ele respondia: Eu gosto de ser uma celebridade.
Acomodou-se na poltrona vermelha, como de costume. As luzes natalinas piscando em um ritmo estranho, giratório.
A primeira criança aproxima-se. Um garotinho de cabelos pretos. Sua pobreza é clara. Não está acompanhado por nenhum adulto. Veio sozinho, curioso e corajoso, conhecer o tão famoso velho de barba branca e gorro vermelho.
Ele estende a mão para o menino. Uma tontura o atinge no rosto como uma onda de areia, empurrando-o para trás. Bate as costas na poltrona, totalmente desengonçado pelo subido mal-estar.
O garoto aproxima-se mesmo assim. Receoso, encara o homem com os olhos bem atentos. O coração bate tão forte no peito que parece querer explodir. Ouvira sua mãe dizer que as crianças comportadas eram recompensadas com a realização de um pedido.
Havia se comportado bem durante todo ano e, nos últimos meses, pensou muito, em absoluto segredo, sobre esse tal pedido… Se realmente fosse verdade, ele faria qualquer coisa para conseguir esse presente.
Caminhou durante muito tempo para chegar ali. Nunca esteve tão nervoso e feliz como agora.
O velho forçou, quase em vão, os sentidos a voltarem ao normal, chamando pelo menino.
- Vem, meu filho, senta aqui comigo. Você… Você se comportou esse ano? Qual é… Qual é o.seu.pedido?
Sua fala saiu falhada e confusa. As outras pessoas na fila de espera à sua frente, adultos e crianças, o observam com curiosidade distraída. Alguns pequenos choram no colo dos pais. O barulho do choro lateja sua cabeça.
O menino aproximou-se mais ainda, sendo puxado para o colo do velho. Ficou mudo, paralisado como uma pedra. Travado e muito acanhado. Estava com vergonha de fazer seu pedido…
O velho pigarreou.
- Você… tem… algum pedido especial…? – um fio de sangue escorreu pelo canto de seus lábios ressecados enquanto falava. Os olhos não focavam em nenhum ponto especifico, mas pareciam pairar dentro das orbitas oculares. A face contorcendo-se.
- É… Sim. – o menino falou com certa dificuldade – Eu quero muito ganhar uma… – mas o homem não entendeu as ultimas palavras ditas.
Tentou levantar e se desculpar com todos, dizer ao garoto que falaria com ele quando se sentisse melhor, que escutaria seu pedido e anotaria em sua agenda especial, mas uma dor profunda e aguda como uma facada atingiu seu estomago. Os dentes rangeram em um bruxismo insistente. Apertou os olhos e gritou por ajuda.
A criança ainda permaneceu em seu colo, imóvel.
Olhou ao redor e uma bagunça de passos e empurrões estava formada.
‘’O que está acontecendo?’’
Repetiu a frase mentalmente até perder o foco dos pensamentos.
Olhou para seu colo e a cor vermelha era tudo que se destacava. Sangue por toda parte. Gritos completando o cenário obscuro que começava a nascer e as luzes natalinas não param de piscar.
Uma criança despedaçada em seus braços, por suas mãos, seus dentes, sua doença. O rosto do pequeno retorcido com a dor da morte.
Nenhuma memória ou sentimento de culpa para o velho. Apenas a dor angustiante que é aliviada com o sangue e carne de sua vitima.
A doença o transformou por completo. Primeiro atacou sua mente e, quando tomou o controle de seus sistemas, a luta foi ganha.
Quase não lutou, o fraco homem. Já não tinha cabeça boa para isso.
E o garoto, no fim das contas, não havia se comportado tão bem assim.

Carlos

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Carlos

Encolhido ao lado do pequeno sofá de couro preto, Carlos está com o rosto completamente curvado, o que faz com que as lágrimas quentes caiam direto sobre o jeans de sua calça ou sobre o chão, sem antes escorrer por seu rosto.
No canto oposto da sala, perto da grande porta de vidro manchada de sangue, o corpo inerte de Letícia enfeita a sala, combinando com as fotos penduradas na parede do que um dia foi um casal feliz. Carlos prende a respiração por alguns segundos e processa sua realidade atual. Acabara de matar sua noiva, a única mulher importante em sua vida depois que sua mãe faleceu quando ele ainda era garoto. A confusão em sua mente começa a tomar forma, e Carlos percebe que precisa apagar essa parte de sua vida e se encaixar novamente no mundo, ou então será apenas mais um deles, apenas mais um mordedor inútil na multidão.
Não pensou em vingança, afinal ela transformou-se numa dessas coisas sem motivo aparente e provavelmente a maioria dos outros coitados também, mas prometeu, ajoelhado rente ao corpo de sua Letícia, que jamais substituiria seu lugar. Beijou-lhe os lábios gélidos e acariciou seus cabelos longos cabelos macios pela ultima vez. Ultrapassou a porta e não olhou para trás.
Esse mesmo homem em luto deu inicio ao movimento rebelde que lentamente tomou dimensões assombrosas e, ao seu comando, começou uma perigosa batalha contra a autoridade do escasso governo.
Carlos, jovem e respeitado líder, terá suas emoções e esforços abalados com a chegada de Elisa e seu inofensivo grupo.
Façam suas apostas.

Fernanda Oz

 

Logotipo

O código de barras usado no logotipo da HQ representa o fim de uma sociedade materialista. Precisamente, o código representa o fim de nossa sociedade atual, consumista, mesquinha, gananciosa, individualista…
O fato de o código estar desgastado diz respeito ao desgaste que sofremos ao longo de gerações e não percebemos. Alguns de nós passaram a amar o dinheiro mais que suas próprias vidas, esquecendo o que realmente vale a pena e deve ser apreciado.
Mas, apesar de tudo isso, o código ainda está ali…
Ele serve como lembrança e aviso: em Planeta Morto, muitos morreram por avareza, pois não conseguiram se desapegar da vida material, nem quando isso implicava sua própria existência.
Um pedaço de pão velho vale mais que todo dinheiro do mundo, e toda riqueza de ouro e prata não são mais importantes do que ter um par de sapatos surrados nos pés.
Todo mal tem seu bem. E a lei do mais apto se sobressai.

“Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor reage à mudança.”

Estamos preparados para essa mudança?

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[PROMOÇÃO ENCERRADA] Planeta Morto leva você para assistir GUERRA MUNDIAL Z

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Quer assistir o filme mais emocionante do ano, Guerra Mundial Z ? Planeta Morto em parceria com a Paramount Pictures irá escolher um leitor do site para assistir ao filme com acompanhante.
Para isso, basta curtir as fan pages abaixo:

PLANETA MORTO    –   GUERRA MUNDIAL Z

E responder com criatividade para o email contato@planetamorto.com.br :
O que você faria para sobreviver ao apocalipse zumbi?
O resultado será divulgado pelo site e página dia 05/07.